
MARANHÃO, 02 de agosto de 2025 – Carlos José Luna dos Santos Pinheiro, advogado acusado de integrar uma organização criminosa ligada ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), tentou destruir provas ao arremessar seu celular pela janela do 10º andar de seu apartamento em São Luís.
A ação ocorreu durante a Operação 18 Minutos, deflagrada em 14 de agosto de 2023 pela Polícia Federal (PF). O esquema envolve quatro desembargadores e dois juízes, além de movimentar R$ 54,7 milhões em suposta venda de sentenças.
O porteiro do prédio onde Luna reside recolheu o celular danificado e o entregou aos agentes. A perícia confirmou os danos, mas técnicos do Instituto de Criminalística conseguiram recuperar dados do aparelho.
Segundo a PF, o advogado agiu de forma voluntária para embaraçar as investigações. Além disso, Luna é acusado de corrupção ativa em nove casos e de 413 atos de lavagem de dinheiro.
OUTRO ADVOGADO TENTOU APAGAR DADOS
Edilázio Gomes da Silva Júnior, ex-deputado e genro da desembargadora Nelma Sarney, também tentou apagar evidências. Ele restaurou as configurações de fábrica de seu celular após ser alertado sobre a operação.
A PF afirma que Edilázio atuou como intermediário entre advogados e magistrados no esquema. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusa de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
MENSAGENS COMPROMETEM DESEMBARGADORA
Investigadores encontraram trocas de mensagens entre Nelma Sarney e Edilázio, mostrando ajustes em decisões judiciais. Em um caso, o ex-deputado sugeriu o texto de uma sentença, que foi reproduzido pela desembargadora.
O nome da operação refere-se ao tempo que o grupo levava para sacar valores obtidos ilegalmente.







