
BRASIL, 16 de junho de 2025 – O Brasil registrou 68.159 pedidos de refúgio ao longo de 2024, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número representa um aumento de 16,3% em comparação com 2023, conforme apontado pelo relatório Refúgio em Números 2025, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra).
O levantamento mostra que a maioria dos pedidos partiu de cidadãos da Venezuela, com 27.150 solicitações. Em seguida, vieram os cubanos, com 22.288 registros, e os angolanos, com 3.421 pedidos. As solicitações partiram de pessoas de 130 nacionalidades diferentes ao longo do ano.
CRESCIMENTO ENTRE CUBANOS
O relatório destaca o expressivo crescimento no número de pedidos feitos por cubanos, com uma alta de 94,2% em relação ao ano anterior. Esse aumento chama atenção diante da estabilidade observada entre outras nacionalidades.
Homens foram responsáveis por 59,1% do total de pedidos de refúgio registrados em 2024, enquanto mulheres representaram 40,9%. No recorte por nacionalidade, entre os venezuelanos, as mulheres somaram 43% e os homens 37,6% dos solicitantes.
Todos os grupos etários tiveram predominância de solicitantes do sexo masculino. A faixa de 25 a 39 anos foi a que mais concentrou homens, com 63,2%. Já as mulheres dessa faixa etária somaram 36,7%. Entre elas, 24,3% tinham menos de 15 anos de idade.
Em relação ao reconhecimento, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça, reconheceu 13.632 pessoas como refugiadas em 2024, sendo a maioria originária da Venezuela. Também houve registros expressivos de afegãos, colombianos e sírios.
RECONHECIDOS PELO CONARE
O relatório aponta que 44,4% das decisões do Conare ocorreram na Região Norte do Brasil. São Paulo liderou os julgamentos com 36,1%, seguido de Roraima (35,6%) e Amazonas (5,1%). Homens representaram 55,9% dos refugiados reconhecidos, enquanto as mulheres somaram 43,9%.
Além disso, crianças, adolescentes e jovens com até 18 anos compuseram 41,8% dos refugiados reconhecidos. Homens e mulheres menores de 15 anos representaram 31,4% e 37,6% dos reconhecimentos, respectivamente.







