
CAXIAS, 16 de junho de 2025 – O curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), campus Caxias, registrou em 2023 o conceito 1 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a pior nota do Brasil. A queda marca um contraste com os anos de 2010 e 2013, quando o curso atingiu conceito 4 e figurava entre os melhores da região.
A comunidade acadêmica atribui o desempenho à omissão da gestão superior. Relatos apontam para abandono institucional e falhas administrativas durante as gestões dos reitores Gustavo Costa (2015–2022) e Walter Canales (2023–atual). Ambos são criticados por ignorarem alertas internos e por não investirem na estrutura do curso.

FALTA DE ESTRUTURA COMPROMETE QUALIDADE
Entre os principais problemas relatados estão laboratórios sucateados, ausência de reagentes, insumos e equipamentos básicos. Também há denúncias sobre número insuficiente de professores, ausência de docentes com doutorado e dedicação exclusiva, além de currículo desatualizado e desconectado da prática médica.
Estudantes relatam ainda dificuldades com campos de estágio e internato médico. A falta de estrutura atinge também as bibliotecas, que operam com acervo desatualizado e sem acesso digital a conteúdos científicos. A ausência de políticas de valorização dos campi do interior é outra queixa recorrente.
COMUNIDADE QUESTIONA PRIORIDADES DA UEMA
Apesar das deficiências, a reitoria da UEMA anunciou a criação de um novo curso de Medicina em São Luís, com estrutura moderna. A decisão gerou revolta entre estudantes e professores de Caxias, que denunciam o abandono do curso original e cobram respostas sobre os critérios de investimento da instituição.
A comunidade acadêmica pede providências, transparência nos recursos da universidade e reestruturação urgente do curso. Reivindicam, ainda, ações efetivas de valorização dos cursos oferecidos no interior do estado, sob risco de colapso da formação médica na região.







