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Cinco pessoas são resgatadas de condição análoga à escravidão em estabelecimento voltado ao cultivo de hortaliças, na zona rural de Barra do Corda.
Durante a operação realizada entre os dias 14 e 18 de junho, auditores-fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho no Maranhão (SRTb/MA) constataram que no local de trabalho não havia banheiro nem espaço adequado para refeições. A água consumida pelos trabalhadores era transportada em embalagens de produtos tóxicos reutilizadas, oriunda de um chafariz localizado numa aldeia indígena.
“Três dos cinco trabalhadores resgatados estavam alojados em uma casa de paredes de taipa e sem banheiro. Nesse alojamento, dois deles dormiam em redes armadas no alpendre, sujeitos a intempéries, sem privacidade e conforto e o outro dormia na sala da casa. Todos tomavam banho no rio Corda, que passa ao lado da casa”, explica Ivano Sampaio, auditor-fiscal do Trabalho que coordenou a operação.
Apesar de cumprirem jornada semanal de 44 horas, os empregados recebiam salário inferior ao mínimo legal, trabalhando de maneira informal. Os trabalhadores também não realizavam exames médicos, nem equipamentos de proteção individual adequados aos riscos da atividade e não contavam com materiais de primeiros socorros. Entre os cinco empregados retirados, havia um indígena e um adolescente com 16 anos.
A ação contou com o apoio da 2ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda/MA, da Procuradoria do Trabalho em Imperatriz/MA e da Polícia Civil do Estado do Maranhão.