Oposição confirma soltura de presos políticos na Venezuela

VENEZUELA, 12 de janeiro de 2026 – A principal coalizão opositora da Venezuela confirmou a libertação de 22 presos políticos no país. A Plataforma Unitaria Democrática (PUD), conhecida como Unidad, divulgou o balanço no sábado, 10 de janeiro, por meio da rede social X. As solturas ocorrem após o anúncio governamental de que um “número significativo” de detidos seria libertado. A pressão internacional, principalmente dos Estados Unidos, é apontada como pano de fundo para as medidas. Entre os primeiros libertados confirmados estão a ativista de direitos humanos Rocío San Miguel e o ex-candidato presidencial Enrique Márquez. San Miguel foi detida em fevereiro de 2024 e cumpriu pena no centro de detenção El Helicoide. Enrique Márquez foi preso após denunciar supostas irregularidades nas eleições presidenciais de 2024, que reconduziram Nicolás Maduro ao poder. Familiares aguardam notícias de outros detidos do lado de fora de presídios.
Venezuela bancou campanhas no Brasil, diz ex-servidor dos EUA

ESTADOS UNIDOS, 23 de outubro de 2025 – O ex-secretário assistente para o Financiamento do Terrorismo do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Marshall Billingslea, declarou que o regime de Nicolás Maduro utilizou recursos ilícitos para financiar campanhas de líderes de esquerda na América Latina, incluindo o Brasil. A afirmação foi feita na segunda (21) durante audiência pública do Comitê do Senado americano sobre Controle Internacional de Narcóticos. Billingslea, que atuou no governo do ex-presidente Donald Trump, afirmou que a Venezuela se tornou um centro de articulação regional do socialismo por meio de práticas ilícitas. “O regime que espalhou o socialismo na América Latina é o venezuelano. É o dinheiro sujo e corrupto da Venezuela que financiou a campanha de [Gustavo] Petro [presidente da Colômbia]. Eles canalizaram dinheiro para o México e o Brasil. Com a democracia na Venezuela, acaba o dinheiro para campanhas socialistas na região, receitas de petróleo para Cuba e apoio à Nicarágua”, disse. O ex-funcionário também acusou Caracas de atuar como plataforma operacional para grupos extremistas.
Medida de Dino é associada a práticas de China e Venezuela

BRASIL, 18 de agosto de 2025 – O advogado Martin De Luca, representante do presidente americano Donald Trump, classificou como “medida fracassada” a decisão do ministro Flávio Dino (STF) que isenta o colega Alexandre de Moraes de restrições previstas na Lei Magnitsky dos EUA. Em entrevista, o jurista comparou a ação a tentativas similares da Venezuela e China, que, segundo ele, resultaram em isolamento internacional e prejuízos econômicos. A determinação de Dino proíbe empresas e órgãos no Brasil de aplicarem sanções unilaterais de outros países, permitindo que Moraes mantenha contas bancárias e serviços financeiros. O ministro alegou proteção à soberania nacional, mas a medida ocorre após os EUA incluírem o magistrado brasileiro na lista da Lei Magnitsky por supostas violações a direitos políticos.
Venezuela cobra tarifas do Brasil, que podem ir até 77%

BRASIL, 25 de julho de 2025 – A Venezuela começou a cobrar tarifas que variam de 15% a 77% sobre produtos brasileiros, mesmo nos casos em que, pelas regras do Mercosul, deveria haver autorização mediante apresentação de certificado de origem. A explicação foi confirmada ao Poder360 pela Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria do Estado de Roraima. A Câmara disse que havia uma isenção às tarifas cobradas, que seria semelhante ao Imposto de Importação Brasileiro. Agora, a isenção foi reduzida e as empresas que vendem na Venezuela pagarão mais caro. A medida teria sido adotada sem aviso prévio. Ainda não está claro se a cobrança ocorreu por erro burocrático ou se foi uma decisão do governo venezuelano. A informação foi divulgada pela Folha de Boa Vista , de Roraima. O governo de Roraima disse nesta 6ª feira (25) que entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores de Lula (PT) sobre tarifas. O governador Antonio Denarium (PP) afirmou em nota que as taxas venezuelanas podem afetar as exportações do Estado, que fazem fronteira com o país. Leia a íntegra ao final da reportagem. “A Venezuela é atualmente o principal parceiro comercial de exportações do nosso Estado, sendo responsável por mais de 70% da entrega externa registrada nos últimos anos” , diz o texto. Além do Itamaraty, o governo estadual declarou que está em contato com “outras autoridades federais” para debater o tema. Por mais que o Estado se envolva nas negociações, a visão da equipe econômica de Roraima é que um movimento efetivo sobre o tema só poderá ser realizado pelo governo Lula. A Fier (Federação das Indústrias do Estado de Roraima) iniciou apurações internacionais para identificar as dificuldades para facilitar, pela Venezuela, os certificados de origem de produtos brasileiros. Disse que “está em contato direto com as autoridades competentes do Brasil e da Venezuela, em busca de esclarecimentos e soluções rápidas que visem a normalização do fluxo comercial bilateral” . Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que a Venezuela foi o principal destino dos produtos roraimenses. Foram US$ 41,5 milhões de janeiro a junho de 2025. “Qualquer medida que encareça os produtos brasileiros no mercado venezuelano afetando significativamente a competitividade de nossas mercadorias, com impacto direto sobre os empresários locais” , disse o governo de Roraima. O Poder360 pediu na 5ª (24) um posicionamento do Médico sobre o caso. O órgão não confirmou um aumento das tarifas, mas disse que recebeu “relato sobre dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros na Venezuela” . O ministério afirmou ter acionado a Embaixada do Brasil em Caracas sobre o tema, que estaria “em contato com autoridades venezuelanas para esclarecer a situação”.
Brasil fica atrás de Cuba e se aproxima da Venezuela em ranking

BRASIL, 14 de julho de 2025 – Pior do que Cuba e um pouquinho melhor do que a Venezuela, o Brasil está entre os países com pior desempenho no Índice Global da Paz 2025. Segundo o levantamento do Institute for Economics & Peace (IEP), sediado na Austrália, o Brasil ocupa a 130ª posição entre 163 países — uma queda de 27 posições em relação a 2015, quando figurava no 103º lugar. Cuba aparece na 102ª colocação, e a Venezuela, na 139ª. O pior desempenho da América Latina é da Colômbia, que está em 140º lugar. O índice avalia 23 indicadores, divididos em três pilares: nível de segurança social, conflitos internos e externos, e grau de militarização. Juntos, os dados cobrem territórios que representam 99,7% da população mundial. Apesar de o Brasil ter subido uma posição em relação a 2024 — quando estava em 131º lugar —, a tendência de longo prazo é de queda contínua. O desempenho mais crítico do país é na gestão da segurança e dos programas de proteção social, em que ocupa a 149ª colocação. Em relação aos conflitos, o Brasil teve piora em 2025, comparado ao ano anterior. Por outro lado, houve leve melhora nos indicadores de segurança e proteção social e no nível de militarização. Cuba também sofreu uma queda em seu desempenho. O país caiu do 98º lugar em 2024 para a 102ª posição em 2025. Apesar disso, apresenta indicadores mais favoráveis do que o Brasil no quesito segurança e proteção social. A Venezuela, por sua vez, vive uma crise prolongada, marcada por uma paz frágil. Mesmo tendo subido três posições em relação a 2024, passando da 142ª para a 139ª colocação, a melhora não representa avanço real, mas sim um agravamento da situação em outros países.
Brasil supera apenas a Venezuela em ranking de eficiência

BRASIL, 24 de junho de 2025 – O Brasil aparece na 68ª posição entre 69 países no Ranking de Competitividade Global, atrás apenas da Venezuela, segundo relatório divulgado pelo International Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O estudo avalia critérios como eficiência governamental, infraestrutura, desempenho econômico e ambiente empresarial. No topo do ranking, destacam-se Suíça (1º), Cingapura (2º) e Hong Kong (3º). Na parte inferior, além da Venezuela (69º), aparecem Namíbia (68º), Nigéria (67º) e Turquia (66º). Apesar do resultado ruim em eficiência governamental, o Brasil subiu quatro posições no índice geral, passando da 62ª para a 58ª colocação. Entre os principais problemas do país estão o alto custo de capital, protecionismo e ineficiência nas finanças públicas. Além disso, o Brasil ocupa a 67ª posição em legislação trabalhista e adaptabilidade de políticas.
Calote da Venezuela chega a R$ 10 bilhões para o Brasil

BRASIL, 21 de maio de 2025 – A Venezuela deve mais de US$ 1,7 bilhão (R$ 10 bilhões) ao Brasil, mas não honra os pagamentos, conforme documento enviado ao Congresso pela secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito. A dívida, herdada de financiamentos do BNDES durante os governos Lula e Chávez, inclui obras como a expansão do metrô de Caracas e a construção da Siderúrgica Nacional. Como o país não quita as parcelas, o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), sustentado por recursos públicos, assume o prejuízo. O Tesouro Nacional já desembolsou valores para cobrir inadimplências anteriores e prevê pagar mais US$ 16 milhões (R$ 90 milhões) até junho se a Venezuela persistir no calote.
Dívida da Venezuela com Brasil supera US$ 1,76 bi em 2025

BRASÍLIA, 15 de abril de 2025 – A dívida da Venezuela com o Brasil atingiu US$ 1,766 bilhão em março de 2025, um aumento de US$ 53 milhões apenas nos três primeiros meses do ano. Enquanto o governo brasileiro busca reaproximação política com Caracas, a conta financeira segue aberta. Os dados, divulgados pelo Ministério da Fazenda, mostram que o valor — equivalente a R$ 10,37 bilhões na cotação atual — segue em trajetória ascendente, enquanto as negociações para quitação permanecem estagnadas. Veja abaixo a cronologia do débito: