Maranhão amplia presença nas classes sociais de maior renda

MARANHÃO, 22 de janeiro de 2026 – O Maranhão elevou para 54,96% a parcela da população inserida nas classes sociais A, B e C entre 2022 e 2024, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas. Nesse período, o Maranhão ampliou a presença de moradores nas faixas de maior renda ao registrar crescimento de 10,59 pontos percentuais, conforme dados consolidados pela instituição.
Quatro menores PIBs per capita do país ficam no Maranhão

MARANHÃO, 22 de dezembro de 2025 – Quatro dos cinco municípios com o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil estão localizados no estado do Maranhão, conforme dados do IBGE divulgados nesta sexta (19). Os valores referem-se ao ano de 2023 e mostram Nina Rodrigues (R$ 7.701,32), Matões do Norte (R$ 7.722,89), Cajapió (R$ 8.079,74) e São João Batista (R$ 8.246,12) entre as piores posições nacionais. Apenas Manari, em Pernambuco, tem índice inferior, de R$ 7.201,70. A média nacional do PIB per capita ficou em R$ 53,9 mil por habitante, valor mais de seis vezes superior ao registrado pelos municípios do Maranhão no ranking. Segundo o instituto, essas localidades estão geralmente em regiões com baixa diversificação econômica e forte dependência de repasses governamentais.
Maranhão tem a menor renda média mensal entre todos os estados

MARANHÃO, 04 de dezembro de 2025 – O Maranhão registrou o menor rendimento médio mensal entre todos os estados brasileiros em 2024, com R$ 2.051, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. A média nacional de todas as fontes de rendimento alcançou um recorde de R$ 2.208 na série histórica iniciada em 2012. Os dados divulgados nesta quarta mostram que o povo do Maranhão ganha menos da metade da média do Distrito Federal, unidade com a maior renda (R$ 5.037). O estado do Ceará aparece com valor similar, de R$ 2.053, também entre os mais baixos. Em contraste, São Paulo tem uma média de R$ 3.884. O estudo também evidencia profundas disparidades de rendimento por gênero e raça no Brasil. Em 2024, os homens receberam, em média, 27,2% a mais que as mulheres. Além disso, pessoas brancas tiveram um rendimento por hora 65,9% superior ao de pessoas pretas ou pardas. Essa desigualdade permanece mesmo entre trabalhadores com ensino superior completo, onde brancos ganham 44,6% a mais. As dificuldades no mercado de trabalho atingem as mulheres de forma mais intensa. Apenas 49,1% delas estavam ocupadas em 2024, contra 68,8% dos homens. Quando empregadas, as mulheres recebem, em média, 78,6% do rendimento masculino. Em setores como comércio e serviços, essa proporção cai para 63,8%, destacando a segmentação e a desvalorização.
Valor de programa de Lula é 500 vezes menor que renda da soja

BRASIL, 10 de novembro de 2025 – O programa de pagamento por preservação ambiental anunciado pelo presidente Lula (PT) na quinta (6) oferece um valor por hectare que é cerca de 500 vezes inferior à receita gerada pelo cultivo de soja na mesma área, de acordo com cálculos baseados em dados do governo federal e cotações de mercado. Intitulado “Fundo Floresta Tropical Para Sempre”, a iniciativa prevê o repasse de US$ 4 (cerca de R$ 20, na cotação atual) por hectare de floresta preservada. Em discurso, o presidente celebrou o lançamento, mas admitiu que o valor é “modesto”. A reportagem apurou, no entanto, que Lula não abordou o custo de oportunidade para as populações de regiões onde a terra não poderá ser economicamente explorada. A CONTA DO HECTARE A soja é a principal atividade agrícola e a que mais gera riqueza no campo brasileiro. Na Região Norte, coberta majoritariamente pela Amazônia, o rendimento médio é de 4,7 toneladas de grão por hectare – o equivalente a 77 sacas. Considerando o preço internacional de US$ 26 por saca, a receita bruta gerada por esse hectare cultivado chega a aproximadamente US$ 2 mil. O valor é 500 vezes superior aos US$ 4 oferecidos pelo programa federal para manter a floresta em pé.
Cinco cidades do Maranhão estão entre as 10 com menor renda

MARANHÃO, 10 de outubro de 2025 – O Maranhão registrou a menor renda domiciliar per capita do país em 2022, com média de R$ 900, segundo o módulo sobre Trabalho e Rendimento do Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que o estado também concentra cinco dos dez municípios com menor renda do Brasil. A média nacional da renda domiciliar per capita foi de R$ 1.638, valor que considera todos os rendimentos, incluindo salários, pensões, benefícios sociais e aluguéis. As diferenças regionais continuam acentuadas: enquanto o Norte e o Nordeste registraram médias próximas a R$ 1.070, o Sudeste e o Centro-Oeste alcançaram R$ 1.900. Já a Região Sul liderou o ranking, com R$ 2.058. O IBGE mostra que 61% dos brasileiros viviam em lares com renda de até um salário mínimo. No entanto, o cenário varia conforme a região. O Sul foi o único onde a maioria da população superava esse valor, enquanto no Norte e Nordeste mais de três quartos dos habitantes tinham rendimento inferior a um salário mínimo.
Renda dos maranhenses cresce 20,2% entre 2022 e 2024

MARANHÃO, 26 de junho de 2025 – A renda mensal real domiciliar per capita dos maranhenses alcançou, em 2024, o maior valor desde o início da série histórica da PNAD Contínua. O rendimento médio chegou a R$ 1.078, crescimento de 20,2% em comparação com os R$ 897 registrados em 2022, já corrigidos pela inflação. O Maranhão foi uma das 19 unidades da Federação a bater recorde de rendimento no período. No cenário nacional, o rendimento médio mensal domiciliar per capita chegou a R$ 2.020 em 2024, com alta real de 16,8% frente a 2022. Os dados constam no módulo “Rendimento de Todas as Fontes” da PNAD Contínua, divulgado pelo IBGE em 8 de maio. A Região Sul apresentou o maior rendimento per capita em 2024, com R$ 2.499, seguida pelas regiões Sudeste (R$ 2.381), Centro-Oeste (R$ 2.331), Norte (R$ 1.389) e Nordeste (R$ 1.319). Entre as unidades da Federação, o Distrito Federal registrou o maior valor (R$ 3.276), seguido de São Paulo (R$ 2.588) e Santa Catarina (R$ 2.544). O Maranhão teve o menor rendimento (R$ 1.078), atrás do Ceará (R$ 1.210) e do Amazonas (R$ 1.231).
Brasil bate recorde de renda, mas Maranhão segue na lanterna

MARANHÃO, 09 de maio de 2025 – O Brasil registrou em 2024 a maior renda média per capita da série histórica, alcançando R$ 2.020, segundo dados da Pnad Contínua: Rendimento de Todas as Fontes, divulgados nesta quinta (8) pelo IBGE. No entanto, o Maranhão destoou negativamente do cenário nacional, com R$ 1.078, a pior renda do país. Enquanto o rendimento médio mensal nacional cresceu 4,7% acima da inflação e superou o recorde anterior, o Maranhão permaneceu no fim da fila, abaixo inclusive da média do Nordeste (R$ 1.319). O estado não acompanhou a recuperação econômica observada no restante do país. Em todo o Brasil, 66,1% da população teve algum tipo de rendimento em 2024. A renda do trabalho — principal fonte — cresceu 3,7% e chegou a R$ 3.225, puxando a média geral para R$ 3.057. Já a massa de rendimento do trabalho bateu R$ 328,6 bilhões, outro recorde.