Governo Lula destinou R$ 54 milhões para rede anti-fake news

Secom milhões

BRASIL, 27 de setembro de 2025 – No fim de 2023, uma instituição de pesquisa ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deu início a um projeto de combate à desinformação orçado em R$ 54,1 milhões. Um ano e meio depois, a rede Minerva, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), já recebeu R$ 10,5 milhões, mas não expõe publicamente quase nada do que produziu. Desde que a rede anti-fake news entrou em atividade, o diretor do Ibict se “autoindicou” para uma bolsa de R$ 7 mil mensais e um dos pesquisadores viajou a Cuba para discutir parcerias com acadêmicos da ilha. Nenhum material elaborado pela iniciativa estava aberto ao público. Após ser procurado pelo Estadão, o Ibict publicou alguns dos levantamentos. O Ibict disse que o projeto se estende até 2026, e que as entregas da rede Minerva, inclusive as abertas ao público, ocorrerão ao longo do tempo. Parte dos produtos – como os relatórios de monitoramento das redes sociais – são restritos a órgãos públicos, disse a entidade. O Ibict também negou que o diretor da entidade, Tiago Emmanuel Nunes Braga, tenha se “autoindicado” para bolsa de pesquisa. Segundo a entidade, a indicação foi formalizada pela coordenadora substituta. Já a Secom disse, em nota, que “não participa da governança e não aporta recursos no conjunto de iniciativas que fazem parte da Rede Minerva”. As redes sociais são um tema sensível para o governo Lula (PT) desde o início da gestão, em 2023. O assunto voltou a ser fonte de desgaste para o Planalto este mês, após o vazamento de uma intervenção da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reclamando do TikTok num jantar com o presidente da China, Xi Jinping. Numa entrevista a jornalistas, Lula confirmou ter tratado do tema com o mandatário chinês e que ainda pediu ao líder de um país conhecido por censurar as redes contribuição sobre como tratar do TikTok. O governo tenta, desde 2023, aprovar um projeto de lei para regulamentar a atuação das redes sociais no País. Uma proposta sobre o assunto (PL 2630/2020), chegou a ser aprovada no Senado, mas está parada na Câmara.

R$ 13 milhões em emendas bancaram times de futebol

Milhões emendas

BRASIL, 12 de agosto de 2025 – Levantamento do GLOBO aponta que deputados e senadores destinaram ao menos R$ 13,5 milhões por vez de futebol nos últimos três anos. Os repasses cresceram a partir de 2024 (R$ 10,5 milhões), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou o cerco às emendas para ONGs e prefeituras aliadas. Ao todo, 31 clubes foram contemplados com palavras indicadas pelos parlamentares. Para explicar a destinação das emendas, o dinheiro costuma ser vinculado a projetos sociais, como a estruturação das categorias de base, que oferecem prática esportiva a crianças e adolescentes. Há casos, porém, em que foram utilizados com o tempo profissional. Foi o que aconteceu no CSA de Renan. Prestação de contas enviada pelo clube ao Ministério do Esporte informa que R$ 652 mil da emenda custearam a folha de pagamento, incluindo fisioterapeuta, roupeiro, preparadores físicos e de goleiros, além do técnico e jogadores da base. Outros R$ 224,5 mil foram pagos ao chefe do departamento médico da equipe profissional. A presidente do clube, Mirian Monte, admite que utilizou o dinheiro para bancar a equipe que apoia o elenco principal, mas afirma que o repasse também atende aos tempos de base. — Essa emenda foi o que salvou um ano muito complicado do CSA, na manutenção da base. Com esse recurso, a gente conseguiu fazer a base funcionar — afirmou o dirigente. Segundo ela, o envio foi articulado pelo ex-presidente do Azulão Rafael Tenório, que é suplente de Renan no Senado. Procurado, o ex-cartola não retornou. Já o senador disse que a destinação foi feita às categorias de base e defendeu a investigação sobre eventuais desvios de finalidade. — Uma emenda foi apresentada para a formação de jogadores. Se o clube usou de forma diferente, sou totalmente favorável ao esclarecimento — disse Renan. O Ministério do Esporte, por sua vez, afirma que caso seja rigoroso o uso dos recursos para outros fins que não recebam o objeto da emenda, o clube será obrigado a devolvê-los. “Todos os termos mencionados são oriundos de emenda parlamentar, portanto, de execução obrigatória. E tanto sua destinação, quanto o objeto da execução também são de indicação dos parlamentares”, diz, em nota.

Governo gasta milhões em campanha sobre cortes de gastos

Milhões contradição

BRASÍLIA, 02 de dezembro de 2024 – O governo federal destinou R$ 40 milhões para uma campanha publicitária que acompanha o pacote de redução de despesas e a isenção do Imposto de Renda (IR) para rendas de até R$ 5 mil. O objetivo é reforçar o compromisso com a austeridade fiscal e buscar maior aprovação popular, apesar das críticas recebidas. O pacote foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a reações negativas do mercado financeiro, que levaram o dólar a disparar pelo segundo dia consecutivo.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.