Preso irmão de acusada de chefiar esquema de jogos de azar

MARANHÃO, 03 de fevereiro de 2026 – A Polícia Civil do Maranhão prendeu em São Luís, nesta terça (3), Otávio Vitor, irmão de Tainá Sousa. O mandado de prisão preventiva foi cumprido porque o investigado descumpriu reiteradamente uma medida cautelar que o proibia de acessar redes sociais. Otávio Vitor é investigado por integrar uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar e à lavagem de dinheiro. Após ser intimado, o homem continuou realizando publicações sobre sua rotina pessoal nas plataformas digitais. Portanto, a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) solicitou e obteve a ordem de prisão. Dessa forma, a prisão ocorreu porque ele afrontou diretamente a determinação judicial. O investigado foi apresentado na sede da SEIC e, em seguida, encaminhado a uma unidade prisional da capital.
Duarte denuncia deputado do PSB-MA por repasses milionários

SÃO LUÍS, 04 de novembro de 2025 – O vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Duarte Jr. (PSB-MA), pediu a expulsão do colega de partido e deputado estadual Edson Araújo, após revelar, durante a reunião desta quinta-feira (10), indícios de repasse irregular de recursos públicos a colônias de pescadores no Maranhão, envolvendo o atual vice-presidente da Confederação Brasileira de Pescadores e Aquicultores (CBPA). Duarte Jr. apresentou informações sobre transferências que somam quase R$ 5 milhões recebidas por Edson Araújo e pessoas ligadas ao seu gabinete na Assembleia Legislativa do Maranhão. Os valores, segundo o parlamentar, teriam origem em repasses federais destinados a colônias de pescadores e federações vinculadas à CBPA. “O deputado estadual Edson Araújo, do meu estado e do meu partido, recebeu quase 5 milhões de reais, inclusive em contas de assessores nomeados na Assembleia Legislativa do Maranhão. Isso é inaceitável. É um desrespeito com o aposentado, com o pensionista, com o pescador de verdade que vive da sua luta e depende do seguro-defeso para sobreviver”, afirmou Duarte durante a reunião. Mesmo diante do silêncio do depoente Abraão Lincoln Ferreira, presidente da CBPA, Duarte manteve o tom firme e cobrou uma postura de responsabilidade do próprio partido. “Não importa se quem cometeu o crime é do meu estado, nem se está filiado ao meu partido. Estou entrando com pedido de expulsão do deputado Edson Araújo do PSB, porque precisamos diferenciar o joio do trigo. Quem errou, tem que responder. Não há espaço para conivência com irregularidades.” O parlamentar destacou ainda que o episódio evidencia um esquema de lavagem de dinheiro e uso de entidades sem fins lucrativos para desvio de recursos públicos, e reforçou o compromisso de seu mandato com a ética e a transparência. “É hora de cortar na carne. Nosso partido tem história e não pode ser manchado por quem usa o mandato para enriquecer às custas do sofrimento do povo. Quem não deve, não teme.” DEPOIMENTO CONTESTADO Abraão Lincoln Ferreira, presidente da CBPA, foi acusado por parlamentares de apresentar contradições durante o depoimento. Deputados e senadores sugeriram sua prisão por falso testemunho. O relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que analisaria um pedido formal para detenção em flagrante. Lincoln compareceu à CPMI amparado por habeas corpus preventivo concedido pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), o que lhe garantiu o direito ao silêncio e à não autoincriminação. A convocação do presidente da CBPA foi feita por oito requerimentos, entre eles o do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e o do senador Izalci Lucas (PL-DF). Izalci questionou a movimentação financeira da entidade, citando relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que aponta inconsistências entre a estrutura da confederação e o número de filiados registrados.
Alvo da PF omite dados de empresa com contratos milionários

ZÉ DOCA, 29 de outubro de 2025 – A empresária Tatiele de Sousa Silva, sócia do Atacadão Bom Preço e presa pela Polícia Federal na última sexta (24) em Zé Doca após sacar R$ 700 mil, declarou em depoimento desconhecer o funcionamento de uma empresa registrada em seu nome: a T. de Sousa Silva Combustível, responsável pelo Posto Bom Preço. As informações foram apuradas pelo jornalista Isaías Rocha. Em seu depoimento, a empresária reconheceu ser proprietária das empresas T. de S. Silva Ltda., T. de Sousa Silva Combustível e Construtora T. de S. No entanto, afirmou que o posto de combustíveis estaria em fase de implantação em Pedro do Rosário e que apenas a primeira delas possui sede física. Ela também relatou que a construtora seria um projeto voltado à construção de estradas. CONTRATOS E INVESTIGAÇÃO Apesar da declaração, a empresa T. de Sousa Silva Combustível possui quatro contratos com a Prefeitura de Pedro do Rosário, somando R$ 5.550.000,00. Segundo dados obtidos pelo blog de Isaías Rocha, os valores dos contratos variam entre R$ 166.500,00 e R$ 2.220.000,00. O primeiro documento foi assinado pela própria empresária. Durante a campanha eleitoral de 2024, o prefeito de Pedro do Rosário, Domingos Erinaldo Sousa Serra, o Toca Serra, declarou ter gasto R$ 88.112,66 em combustíveis e lubrificantes adquiridos junto à empresa investigada. Em nota enviada ao jornalista, o gestor negou irregularidades e afirmou que todas as despesas obedeceram à legislação vigente.
PF revela propina apelidada de ‘presentinho’ na Educação

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2025 – A Polícia Federal (PF) identificou, em mensagens de celular, que integrantes de um suposto esquema de desvios de recursos da Educação em municípios do Maranhão se referiam à propina paga a servidores públicos como “presentinho”. As conversas integram relatório da corporação sobre o caso. Segundo os investigadores, os repasses vinham principalmente de contratos públicos voltados para a aquisição de materiais didáticos. O diálogo entre dois intermediários mostra menção a um pagamento relacionado ao município de Estreito. Para a PF, esse episódio ilustra a prática adotada pelo grupo. Em um áudio, um dos investigados afirma que seria necessário realizar o pagamento de Estreito “pra quando a gente for levar o presentinho da secretária, entregar pra ela antes da reunião”. Para os agentes, esse relato confirma o modus operandi da organização criminosa. Outras conversas indicam valores cobrados em diferentes cidades. Em diálogo sobre Buriti Bravo, um intermediário comenta que “não teve cão que fizesse fechar nos 30”. O outro responde que “aqui é 25”, recebendo a concordância imediata do interlocutor. As investigações começaram após a apreensão de R$ 575 mil em espécie, em janeiro de 2022. O dinheiro era transportado pelos dois intermediários que aparecem nos diálogos analisados. Eles não apresentaram justificativas consideradas plausíveis pela PF sobre a origem do valor. Na ocasião, os celulares dos suspeitos também foram apreendidos. As autoridades apontaram que já havia indícios de que o dinheiro teria origem ilícita. A análise do material confirmou a suspeita de que o esquema envolvia várias cidades do Maranhão, entre elas Caxias. A apuração também incluiu suspeitas de pagamento de propina a funcionários públicos. Entre os citados estão o então prefeito de Caxias e atual secretário estadual de Agricultura, Fábio Gentil, e a deputada estadual Daniella. Ambos negam qualquer envolvimento.
CNJ julga magistrados do TJMA por envolvimento em esquema

BRASÍLIA, 05 de setembro de 2025 – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou nesta sexta (5) uma sessão virtual que seguirá até 12 de setembro para analisar processos disciplinares contra magistrados do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A ação ocorre após denúncias de participação em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro investigado pela Operação 18 Minutos. A pauta do CNJ inclui o Processo Administrativo Disciplinar nº 0003578-24.2025, que envolve desembargadores e juízes acusados de participação no esquema. Entre os citados estão Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Nelma Celeste de Souza Silva Sarney Costa, Alice de Sousa Rocha e Cristiano Simas de Sousa. Eles foram afastados das funções em agosto de 2024, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Postos do MA são investigados em esquema bilionário do PCC

SÃO LUÍS, 28 de agosto de 2025 – A Receita Federal deflagrou nesta quinta (28) a Operação Carbono Oculto, a maior ação contra o crime organizado do país em amplitude e cooperação institucional. O objetivo é desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, controlado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação abrange desde a importação até a comercialização final, incluindo a ocultação de patrimônio por meio de fintechs e fundos de investimento. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 350 endereços de pessoas físicas e jurídicas em oito estados. Além disso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) requisitou o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos investigados. A operação conta com a participação de 350 servidores da Receita, Polícia Federal, Ministério Público e agências estaduais. As investigações apontam que o grupo importou mais de R$ 10 bilhões em nafta, hidrocarbonetos e diesel entre 2020 e 2024. Por isso, a Receita constituiu créditos tributários de R$ 8,67 bilhões contra empresas e pessoas do esquema. Outra prática ilegal do PCC foi a adulteração de combustíveis, com desvio de metanol para produzir gasolina irregular, causando prejuízos aos consumidores. Postos de combustíveis atuavam como pontos centrais para lavagem de dinheiro, movimentando R$ 52 bilhões em quatro anos com recolhimento tributário irrisório. A Receita autuou esses estabelecimentos em R$ 891 milhões. Curiosamente, 140 postos sem movimentação financeira receberam mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais, indicando aquisições simuladas.
Prefeito é alvo de ação no MP por falta de transparência

COROATÁ, 6 de agosto de 2025 – Os vereadores Francisco Cássio (PDT) e Daniel Sousa (PP) protocolaram uma representação no Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC-MA) contra o prefeito de Coroatá, Edimar Vaqueiro (PSB). O documento, entregue em 4 de agosto, exige acesso às folhas de pagamento da prefeitura e questiona a falta de publicidade em nomeações e gastos públicos. Os parlamentares afirmam que a gestão municipal não tem publicado regularmente as nomeações no Diário Oficial nem atualizado integralmente o Portal da Transparência. Essa omissão, segundo eles, impede o controle social e a fiscalização dos gastos públicos, violando os princípios da administração pública.
Magistrado do MA é acusado de incentivar venda de sentenças

MARANHÃO, 1º de agosto de 2025 – O magistrado Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), comandou um esquema de venda de sentenças em parceria com outros desembargadores, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Investigação aponta que ele orientava seu assessor, Lúcio Fernando Penha Ferreira, a negociar propinas com advogados e lavar o dinheiro obtido ilegalmente. O caso faz parte da Operação 18 Minutos, que apura corrupção no Judiciário maranhense. A PGR identificou que o magistrado Guerreiro Júnior atuava em conluio com os desembargadores Nelma Sarney (cunhada do ex-presidente José Sarney), Luiz Gonzaga Almeida Filho e Marcelino Everton Chaves (aposentado). Eles teriam favorecido advogados em troca de vantagens financeiras, principalmente em ações contra o Banco do Nordeste. Juízes de primeira instância, assessores e 13 advogados também são acusados. DIÁLOGOS COMPROMETEDORES A Polícia Federal interceptou mensagens em que Guerreiro Júnior cobrava valores de advogados. Em uma delas, ele escreveu: “Preciso daquele negócio prometido de Luna…”, referindo-se ao advogado Carlos Luna, do escritório Maranhão Advogados. Investigadores afirmam que o desembargador redigia decisões em troca de pagamentos, mesmo durante afastamento temporário pelo CNJ.