CPMI adia depoimento de Edson Araújo após atestado médico

BRASÍLIA, 09 de fevereiro de 2026 – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS adiou o depoimento do deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA), que estava previsto para esta segunda (9). O parlamentar apresentou laudo médico após cirurgia recente. Além dele, a comissão cancelou a oitiva de Paulo Camisotti, também mediante atestado médico apresentado à secretaria do colegiado. Segundo publicação do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a Junta Médica do Senado avaliou que Edson Araújo reúne condições para depor. No entanto, recomendou que ele evite deslocamentos até Brasília neste momento.
Duarte ameaça recorrer a condução coercitiva em CPMI do INSS

SÃO LUÍS, 09 de fevereiro de 2026 – O deputado federal Duarte Junior (PSB) declarou neste domingo (8) que poderá recorrer à condução coercitiva para assegurar o depoimento de Edson Araújo (PSB) à CPMI do INSS, marcado para segunda (9), em Brasília. A medida, segundo ele, será adotada caso o parlamentar não compareça, após negativa de habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal. Em publicação na rede social X, Duarte comentou a expectativa para a oitiva e informou que a decisão do STF obriga o comparecimento do colega de partido. Além disso, destacou que a comissão considera o depoimento necessário para o andamento das apurações conduzidas pela CPMI.
Dino mantém convocação, mas libera silêncio de Edson Araújo

BRASÍLIA, 07 de fevereiro de 2026 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deferiu parcialmente um pedido liminar em habeas corpus para garantir direitos defensivos a um convocado pela CPI do INSS. A decisão, proferida em 6 de fevereiro de 2026, assegura a Edson Cunha de Araújo o direito ao silêncio e à assistência de advogado durante seu depoimento. O paciente foi convocado para falar à comissão no dia 9 de fevereiro, em Brasília, na condição formal de testemunha. Os impetrantes do habeas corpus alegavam que Araújo tem a condição material de investigado, citando seu envolvimento em ação no próprio STF e uma operação da Polícia Federal. Eles também pediam a suspensão da convocatória por motivos de saúde do paciente. No entanto, o ministro não acatou o pleito relacionado ao estado de saúde, por falta de comprovação de que o requerimento foi submetido à CPI. DIREITOS DO INVESTIGADO EM CPI Flávio Dino fundamentou sua decisão nos poderes investigatórios das CPIs, que, conforme a Constituição, equiparam-se aos da autoridade judicial. Portanto, a comissão também está sujeita aos deveres de respeitar as garantias constitucionais do investigado. O relator citou jurisprudência do STF que resguarda tais direitos mesmo no âmbito parlamentar. O texto da convocatória analisada pelo ministro afirmava que Araújo deporia como testemunha, mas assegurava-lhe os direitos de não responder perguntas autoincriminatórias e de ter um advogado. O requerimento que originou a convocação, porém, citava a “relevância” do paciente em um suposto esquema de fraudes no INSS, envolvendo transações financeiras atípicas.
CPMI do INSS convoca Edson Araújo para prestar depoimento

BRASÍLIA, 05 de fevereiro de 2026 – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS convocou o deputado estadual maranhense Edson Araújo e o empresário Paulo Camisotti para prestar depoimento na próxima segunda (9). O presidente da comissão, senador Carlos Viana, informou nesta quinta (5) que a audiência começará às 16h no Senado Federal. Ele afirmou também que ambos os convocados estão cientes da data e, caso não compareçam, serão obrigados a atender por meio de condução coercitiva. Edson Araújo é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura fraudes previdenciárias. Além disso, o parlamentar foi alvo de uma denúncia na Polícia Legislativa por supostamente ameaçar o deputado federal Duarte Júnior, membro da CPMI. Paulo Camisotti, por sua vez, é identificado por investigadores como um dos elos finais do esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS.
PSB-MA oficializa expulsão de deputado Edson Araújo

MARANHÃO, 29 de janeiro de 2026 – A Executiva Estadual do PSB-MA decidiu, nesta semana, a expulsão do deputado estadual Edson Araújo durante reunião interna realizada em São Luís. A direção tomou a medida após desgaste político provocado por investigações federais, procedimentos judiciais e repercussão nacional do caso, segundo informações de dirigentes partidários. Além disso, o parlamentar é investigado na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União. A apuração examina possíveis irregularidades na inserção de dados oficiais e na concessão de benefícios previdenciários. Os procedimentos administrativos e criminais seguem sem decisão definitiva. No curso das investigações, a Justiça determinou medidas cautelares contra o deputado. As decisões incluíram mandados de busca e apreensão, recolhimento de valores em espécie e uso de tornozeleira eletrônica. As providências integram o processo investigativo e não representam julgamento de mérito ou condenação.
Movimentações financeiras recolocam Edson na mira CPMI, diz Duarte

BRASÍLIA, 20 de janeiro de 2026 – As recentes revelações sobre movimentações financeiras suspeitas atribuídas ao deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) recolocaram seu nome no centro das investigações da CPMI do INSS. Para o vice-presidente da comissão, o deputado federal Duarte Jr, os dados da quebra de sigilo reforçam indícios de desvio de recursos e ampliam a gravidade das denúncias já em apuração no Congresso Nacional. De acordo com informações da Receita Federal, Edson Araújo movimentou mais de R$ 18 milhões no primeiro semestre de 2024, o que não é compatível com a renda de um deputado estadual, nem com os bens que ele próprio declarou à Justiça Eleitoral. “Para além disso, tive acesso a documentos que mostram que, em 2024, ele chegou a receber 54 milhões em um único mês, usando uma conta de investimentos”, relatou Duarte Jr.
Quebra de sigilo vê depósito milionário a deputado em 1 mês

MARANHÃO, 20 de janeiro de 2026 – O deputado Edson Júnior (PSB-MA) é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquacultura (CBPA), uma das entidades investigadas na farra do INSS. As informações sobre a movimentação financeira de Edson Júnior foram enviadas pela Receita Federal à CPMI do INSS, após o colegiado aprovar a quebra do sigilo fiscal dele em novembro do ano passado. Na ocasião, a CPMI também aprovou a convocação de Edson. O deputado estadual foi alvo da quarta fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), deflagrada no dia 13 de novembro passado. A movimentação financeira de Edson Júnior está dividida entre diversas contas, tanto correntes quanto de investimentos. A maior delas movimentou pouco menos de R$ 5 milhões nos primeiros seis meses de 2025. Por outra conta, passaram R$ 928,9 mil — o valor dos créditos é praticamente igual ao dos débitos. Ambas as contas são de uma agência do Banco do Brasil no bairro Olho d’Água, bairro nobre de São Luís (MA). A movimentação é incompatível com a renda de Araújo como deputado estadual — em dezembro de 2025, ele recebeu R$ 25,3 mil líquidos da Assembleia Legislativa do Maranhão. O montante também não é compatível com outros investimentos que ele possa ter. Nas eleições de 2022, ele declarou R$ 939,5 mil em bens, incluindo aplicações financeiras de R$ 544,5 mil. AMEAÇAS CONTRA CORRELIGIONÁRIO No começo de novembro passado, Edson Araújo fez ameaças contra o deputado federal e vice-presidente da CPMI do INSS, Duarte Júnior, também do PSB maranhense. “Eu passo a semana toda (…) preocupado com o que está acontecendo com a minha esposa, onde minha esposa está, onde meu filho está. Minha esposa está grávida de oito meses, e eu peço muito ajuda de vossas excelências para que eu possa garantir o mínimo de segurança à minha família”, disse Duarte Júnior à época.
CPMI do INSS convoca deputado Edson de Araújo, alvo da PF

BRASÍLIA, 14 de novembro de 2025 – A CPMI do INSS aprovou nesta quinta (13) a convocação do deputado estadual Edson Cunha de Araújo, investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto e alvo de busca e apreensão em São Luís, após denúncias apresentadas ao colegiado. A medida ampliou o foco da CPMI sobre o caso. A convocação de Araújo atendeu a quatro requerimentos apresentados por parlamentares do Senado e da Câmara, que solicitaram esclarecimentos sobre seu envolvimento nas investigações. Além disso, a CPMI deliberou pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do deputado estadual, reforçando a apuração da CPMI. Os requerimentos incluem a solicitação de Relatório de Inteligência Financeira ao Coaf, que apontou movimentação atípica de R$ 5,4 milhões na Fecopema durante a gestão de Araújo. Dessa forma, o senador Izalci Lucas afirmou que o parlamentar exerce papel relevante no esquema investigado. A CPMI utilizou esses dados para justificar novos atos. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, declarou que o colegiado atingiu etapa em que operadores e servidores envolvidos já foram identificados. Portanto, ele afirmou que as próximas decisões seguirão para votação, sem necessidade de consenso. O anúncio marcou a transição da apuração para o núcleo político da investigação.