Reconstituição de perícia busca detalhar morte de influencer

SANTA LUZIA, 11 de dezembro de 2025 – A reconstituição do crime que matou Adriana Oliveira ocorreu nesta quarta (10), em Santa Luzia, após a Justiça manter o procedimento e negar o pedido de adiamento feito pela acusação. A reconstituição buscou definir o calibre utilizado no feminicídio ocorrido em 15 de março, já que uma munição deflagrada achada no local ainda aguarda análise do Instituto de Criminalística. Além disso, a acusação defendeu o uso de um revólver calibre 38 para a reconstituição, pois o processo incluiu perícia acústica destinada a avaliar o som e a propagação do disparo. A defesa contestou o uso do calibre e argumentou que a compatibilidade entre arma, munição e lesões deveria ser definida antes da reconstituição, que ocorreu sem a presença dos acusados por ser uma ação pericial. A perícia realizou a reconstituição com base nas orientações técnicas apresentadas no processo e registrou divergências entre as partes sobre o método adotado. Os técnicos reforçaram que a análise do material encontrado segue pendente no órgão criminalístico. Além disso, um esquema de segurança foi montado ao redor da casa onde Adriana foi morta para garantir o cumprimento do cronograma. Familiares acompanharam a movimentação desde cedo enquanto peritos explicavam regras e etapas. Apenas advogados, o promotor, o advogado da acusação e o pai da vítima tiveram autorização para observar a reconstituição de perto. O procedimento incluiu a captação de disparos de três armas com calibres distintos. A medida, solicitada pela defesa de Antônio Silva Campos e Valdy Paixão, buscou reconstruir a sequência do crime e coletar elementos que auxiliem na investigação. Os peritos registraram todos os sons para definir possíveis compatibilidades com o caso.
Homem é condenado a 27 anos de prisão por crime brutal no MA

GOVERNADOR NUNES FREIRE, 06 de novembro de 2025 – O Tribunal do Júri de Governador Nunes Freire condenou Elizeu Carvalho de Castro a 27 anos de prisão pelo feminicídio de Ana Caroline Sousa Campelo, ocorrido em dezembro de 2023. O crime, de brutalidade extrema, foi praticado na cidade de Maranhãozinho, no Maranhão, e o julgamento que resultou na sentença ocorreu na última quarta (5). A motivação do assassinato, conforme o Ministério Público, foi a condição de gênero da vítima, caracterizando o feminicídio. Imagens de vigilância obtidas pela imprensa mostram a vítima voltando do trabalho de bicicleta, sendo seguida pelo réu em uma motocicleta. Durante o feminicídio, o responsável arrancou a pele do rosto, os olhos, as orelhas e parte do couro cabeludo de Ana Caroline, que tinha 21 anos. A sessão do júri popular se estendeu por mais de 14 horas, começando às 8h e terminando após as 22h30.
Polícia prende dez acusados de crimes graves no Maranhão

MARANHÃO, 16 de outubro de 2025 – A Polícia Civil do Maranhão prendeu dez pessoas durante uma operação realizada na manhã desta quinta (16) em São Luís e na Região do Munim. A ação, coordenada pela Delegacia Regional de Rosário, cumpriu mandados por crimes como tentativa de feminicídio, homicídio, tortura, tráfico de drogas e roubo. As diligências ocorreram de forma simultânea nos municípios de Rosário, Morros e Cachoeira Grande, com apoio de equipes especiais. Entre os presos está um homem de 37 anos, capturado na Vila Samara, em São Luís. Ele é acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em outubro de 2024. Conforme as investigações, a vítima, então com 31 anos, sofreu nove facadas que perfuraram seu rim, intestino e pulmão. Ela sobreviveu após cirurgia de emergência e internação em estado grave. Além disso, o agressor, que havia sido linchado por populares após o crime, continuava ameaçando a mulher mesmo foragido.
TRF1 mantém condenação por tráfico da Bolívia ao Maranhão

MARANHÃO, 23 de setembro de 2025 – O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve as condenações de seis pessoas por tráfico internacional de drogas e associação criminosa. O grupo transportava cocaína da Bolívia para o Brasil, com destino final em São Luís, no Maranhão. A decisão judicial do TRF1 confirmou penas que variam de sete a dez anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de multas, com base na Lei de Drogas. A operação da Polícia Federal em 2015 apreendeu 30 quilos de cocaína na capital maranhense e prendeu dois integrantes em flagrante. As investigações comprovaram que a droga era adquirida em San Matias, na Bolívia, e transportada para Cáceres (MT) antes de chegar ao Maranhão. O Ministério Público Federal destacou a atuação transnacional e a estrutura organizada do grupo para negociar e distribuir a substância.
Prefeito João Vitor está preso em cela privativa após crime

SÃO LUÍS, 21 de julho de 2025 – O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), foi preso preventivamente em cela individual após confessar o assassinato do policial militar Geidson Thiago da Silva, ocorrido em 6 de julho, em Trizidela do Vale (MA). Ele se apresentou à Polícia Civil em São Luís no dia 15 de julho e foi encaminhado a uma unidade prisional após audiência de custódia. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o prefeito está em cela com cama e banheiro. A Justiça determinou a prisão para garantir a ordem pública e permitir a apreensão da arma usada no crime, ainda não localizada. João Vitor responde à investigação, mas ainda não foi indiciado formalmente. Testemunhas afirmaram que o crime ocorreu durante uma vaquejada, após o policial, conhecido como ‘Dos Santos’, pedir que o prefeito reduzisse o farol do carro. Houve discussão e, segundo relatos, João Vitor atirou nas costas do policial, que estava de folga. A vítima foi socorrida e levada a um hospital em Pedreiras, sendo transferida depois para outra unidade, mas não resistiu. Geidson era lotado no 19º Batalhão da PM e foi sepultado em 8 de julho. O prefeito, inicialmente, se apresentou à delegacia de Presidente Dutra, prestou depoimento e foi liberado por ausência de flagrante. LICENÇA REMUNERADA E AFASTAMENTO Antes de ser preso, João Vitor solicitou licença médica de 125 dias, alegando abalo emocional e necessidade de tratamento psiquiátrico. Mesmo afastado, continua recebendo salário líquido de R$ 13.256,08. A Câmara Municipal de Igarapé Grande aprovou o pedido e empossou a vice-prefeita Maria Etelvina. A defesa do prefeito sustenta que ele agiu em legítima defesa, alegando que o policial sacou uma arma durante a discussão. Contudo, a Polícia Civil e testemunhas contestam essa versão. O delegado Diego Maciel, de Pedreiras, informou que os tiros foram disparados pelas costas.
Acusado de assassinar Nenzim é condenado a 14 anos de prisão

MARANHÃO, 10 de julho de 2025 – Luzivan Rodrigues da Conceição Nunes foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o “Nenzim“. O julgamento ocorreu nesta quarta (9) no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, e o juiz Clésio Cunha negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. O ex-vaqueiro, que já cumpria pena por outro homicídio, foi encaminhado à penitenciária. O júri, iniciado pela manhã, terminou por volta de 1h desta quinta (10). O crime ocorreu em dezembro de 2017, quando Nenzim foi morto a tiros na zona rural de Barra do Corda, a 341 km da capital.
PM morre após corte profundo no braço causado por bicicleta

SÃO LUÍS, 9 de julho de 2025 – O PM Raimundo Gonçalves Freitas Júnior, conhecido como F. Júnior, da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), morreu nesta terça (8) após três dias internado. O PM, lotado na ROTAM, sofreu um corte profundo no braço esquerdo no último sábado (5), enquanto praticava atividade física na Reserva do Itapiracó, em São Luís. De acordo com a PM-MA, o ferimento ocorreu após um acidente envolvendo o disco de uma bicicleta. A corporação informou que há duas narrativas sobre o caso, que será investigado pela Polícia Civil. A primeira versão indica que o policial, de folga, foi atropelado por um ciclista, resultando no corte acidental.
Organização criminosa é alvo de operação no Maranhão

MARANHÃO, 30 de maio de 2025 – Uma organização criminosa que movimentou R$ 70 milhões em oito meses por meio de empresas de fachada foi alvo da Operação Serras Gerais, deflagrada nesta quinta (29) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO). As ações ocorreram em Tocantins, Maranhão, Goiás, Bahia, São Paulo e Pará, com a participação de 200 policiais. Entre os alvos, foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 64 milhões em bens. As investigações revelaram que o grupo usava fazendas no Tocantins como base logística para o tráfico, além de caminhões, carretas, carros de luxo, aviões e embarcações.