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Supostos escândalos não abalam popularidade de Bolsonaro
Por VEJA • 09/02/2024
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Bolsonaro Pesquisas
A capacidade de resistência do ex-presidente Bolsonaro foi quantificada em um novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas.

BRASÍLIA, 09 de fevereiro de 2024 – A capacidade de resistência do ex-presidente Bolsonaro foi quantificada em um novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas. Entre os dias 24 e 28 de janeiro, a empresa ouviu 2026 eleitores em todos os estados e questionou em quem eles votariam para presidente se a eleição fosse hoje, colocando o capitão como uma das opções.

No cenário principal, Lula alcança 36,9% e Bolsonaro, 33,8%, um empate dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais. Na simulação de uma hipotética reedição do segundo turno de 2022, há um novo empate dentro da margem de erro: Lula tem 43,9% e Bolsonaro, 41,9%.

“Os números mostram que o quadro político continua extremamente polarizado”, diz o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo. “Isso é bom para os dois. Por isso é que nem Lula nem Bolsonaro desceram do palanque”, afirma.

O Paraná Pesquisas ainda perguntou aos eleitores se entendiam que Bolsonaro foi injustiçado pela decisão do TSE que o tornou inelegível. A maioria (48,4%) faz coro às queixas do ex-presidente de que a decisão foi injusta.

Um exemplo de como Bolsonaro investe cada vez mais na narrativa de perseguição está relacionado à recente busca que a PF realizou na casa de praia de sua família em busca de provas do envolvimento de Carlos Bolsonaro no escândalo da Abin de espionagem de adversários políticos.

Na ocasião, um veículo de imprensa divulgou que um computador da Abin havia sido apreendido em poder do Zero Dois. A informação foi corrigida horas depois, mas o ex-presidente reclama do caso até hoje.

Antes do comício de São Sebastião, ele vinha mantendo abertas as portas de sua casa de praia em Mambucaba, em Angra, para conversar com eleitores sobre seus temas preferidos, como o potencial do nióbio, e posar para fotos.

Esse comportamento informal e o gosto de falar como povão no “cercadinho”, como o próprio capitão batizou o QG de Mambucaba, causa ainda alguma perplexidade entre os aliados, que anseiam por uma agenda mais profissional de encontros políticos e de ações de campanha.

“Mas ele sempre fez tudo ‘errado” e deu certo”, pondera um aliado, lembrando dos tempos em que ele chegou ao Palácio do Planalto fazendo campanha com um celular e sendo seguido por uma entourage que cabia dentro de uma Kombi.

Boa parte dos brasileiros nunca irá esquecer alguns dos muitos erros de seu governo, com destaque para a tragédia dos 700 000 mortos durante a pandemia. É preciso ainda ver até que ponto as investigações sobre ele podem de fato incriminá-lo.

A certeza do momento é a de que, no país polarizado, como mostra a pesquisa, o “cercadinho” tem se mostrado mais resistente do que muitos imaginavam.

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