ELEIÇÕES 2022
Flávio Dino chama 205 prefeitos e 15 deputados federais de corruptos
Por José Linhares Jr • 27/08/2022
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Certo de que classe política não irá reagir a ataques, ex-governador acusa aliados e adversários de integrarem o “maior escândalo de corrupção da história do Brasil” em entrevista ao Bom dia Mirante

O ex-governador Flávio Dino (PSB) acusou prefeitos e parlamentares maranhenses de participarem do que, segundo ele, é o maior escândalo de corrupção da história do país. A generalização do comunista, que concorre a uma vaga ao Senado neste ano, atingiu tanto aliados quanto adversários que receberam as chamadas emendas do relator (RP9). As declarações foram feitas em entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau durante a exibição do Bom Dia Mirante, na TV Mirante.

Ao ser questionado sobre as razões que deveriam motivar o voto nele, Flávio Dino elencou três razões. Entre elas o combate ao que, segundo ele, é o maior escândalo de corrupção da história: as emendas do relator. Chamadas pela imprensa de oposição ao presidente Bolsonaro como “orçamento secreto”.

Flávio Dino afirmou que as emendas do relator configuram o maior esquema de compra de apoio político pelo presidente. Os fatos contradizem a versão de Flávio Dino.

Conhecida por sua lealdade canina ao ex-governador e pela oposição ferrenha ao presidente Jair Bolsonaro, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) confirmou ao Imirante.com que indicou cerca de R$ 23 milhões dentro das emendas do relator. Fato que desmonta a versão de compra de apoio.

Além disso, as emendas do relator sofreram oposição do presidente Jair Bolsonaro em 2020 e 2021. No ano passado, inclusive, Bolsonaro vetou o mecanismo que voltou para o Congresso nacional e teve o veto derrubado. Outro fato que expõe a má-fé de Flávio Dino em colocar o presidente como artíficie do RP9.

FOGO AMIGO

Além de ser desmentido pelos fatos, o governador também incorreu em acusações contra sua própria base. Dos 217 municípios do Maranhão, 205 receberam recursos provenientes das emendas RP9. A maioria absoluta faz parte da base de partidos que integra a “Coligação: Para o Bem do Maranhão”, formada por PSB, PCdoB, PT, MDB, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, PV e, Patriota, recebeu recursos provenientes do RP9.

Ironicamente, o partido em que mais prefeituras foram agraciadas com recursos do “maior escândalo de corrupção da história do país”, segundo o candidato, foi o PCdoB, com 20 prefeituras. Flávio Dino foi eleito governador pelo partido em 2014 e passou boa parte de sua vida política na legenda.

Em segundo lugar vem o PP, com 16 prefeituras. Os partidos são seguidos por PSB (6), MDB (6), PSDB (4), Patriotas (4), Podemos (1), Cidadania (1), PT (1). A única legenda da coligação que não possui prefeitos que receberam recursos é o PV, presidido pelo deputado estadual Adriano Sarney no estado.

INGRATIDÃO

O Maranhão recebeu cerca de R$ 700 milhões em emendas RP9 entre 2020 e 2021. Mesmo governado por Flávio Dino, o estado foi o segundo que mais recebeu recursos. Perdendo apenas para Minas Gerais.

Os recursos foram empregados principalmente em projetos nos setores de saúde, desenvolvimento regional, cidadania e agricultura.

Indiscutivelmente os recursos ajudaram prefeitos do interior do estado a minimizar os efeitos da pandemia.

O fato é que, na ânsia de enganar o eleitor e jogá-lo contra o presidente Jair Bolsonaro, o ex-governador Flávio Dino não sentiu-se constrangido em mentir, ocultar e colocar aliados como membros da quadrilha que promoveu “o maior escândalo de corrupção do país”.

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2 Comentários

  1. Anônimo

    Esse papada não tem jeito. Ele é tão mentiroso e oportunista que usa a inflação mundial por causa da pandemia e por conta do ” fique em casa ” , que ele foi um dos defensores. Agora fala em inflação . Oportunista e desonesto.

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  2. Toninho Tijolada

    Desonesto ou oportunista?
    O Pata Gorda se faz de santo perante o eleitorado maranhense tentando angariar votos, ato de desespero pois sabe que sua candidatura corre risco de ficar fora do senado, tenta pegar carona na candidatura do ex presidente, imputando crimes ao presidente Bolsonaro do qual se beneficiou. Nota zero, vai pagar caro pela desfaçatez.

    Responder

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